quinta-feira, 16 de maio de 2013

Pilriteiro ou Espinheiro alvar

 
Pilriteiro, Espinheiro alvar - Crataegus monogyna - Europa, noroeste África e Ásia Ocidental.
 
 
 
Vou começar por contar uma história, sobre esta nobre e delicada planta:
 
Conversando um dia dois agricultores Gregos, que também criavam cabras, perguntou um para o outro: - Como consegues ter umas cabras tão fortes e ágeis, pois estamos no fim do verão e já não há pasto, como consegues esse milagre?
 
Respondeu-lhe o outro: - Pois vou dizer-te um segredo, vês aqueles arbustos cheios de espinhos, com umas bagas pequenas e vermelhos? Procura um desses arbustos e dá a comer as bagas ás tuas cabras. Em poucos dias notarás o resultado.
 
Efetivamente, as cabras do vizinho adquiriram uma vitalidade como ele nunca antes tinha visto.

Pode ter acontecido que aqueles cabreiros fossem contar a sua experiência a Dioscórides, como era um brilhante botânico e famoso médico, recomendou esta planta para fortalecer o organismo e para curar varias doenças.
 
O nome de Crataeugus, pode vir dessa época, porque em Grego significa cabras fortes.

O Pilriteiro foi sempre apreciado como remédio.  Foi no século XIX que se pode comprovar cientificamente os seus efeitos maravilhosos sobre a nossa saúde. Foi só nesta época que Gennings e outros médicos norte-americanos que estudaram a propriedades cardiotónicas deste arbusto. Nos dias que correm o Pilriteiro goza de um grande prestigio como planta medicinal e faz parte de numerosos preparados farmacêuticos.
 

                                                     

Propriedades e indicações: As flores e também os frutos do Pilriteiro, contêm diversos glicósidos flavónicos, que quimicamente são polifenóis, aos quais se atribui o seu efeito sobre o coração e o aparelho circulatório.

Cardiotónica: Propriedade atribuída sobretudo aos flavonoides, que inibem a ação da adenosina trifosfatase. Esta enzima é a que decompõe a substância que serve de fonte de energia para as células, incluindo as do musculo cardíaco e produz um aumento da força contráctil do coração e uma regularização do seu ritmo.

Por esta razão, o pilriteiro tem as seguintes indicações:
Insuficiência cardíaca, Arritmias, Angina de peito. Normalizadora da tensão arterial, sedativa.

Precauções: Em doses muito elevadas (12 ou 15 vezes maiores que as recomendadas), pode apresentar-se braquicardia (diminuição da frequência do pulso) e depressão respiratória. Com as doses recomendadas não se produz nenhum efeito secundário indesejável. As grávidas devem abster-se.

Partes utilizadas: Flores, folhas e frutos.
 

Uso interno:

1- Infusão com 60 g de flores (umas quatro colheres de sopa) por litro de água. As flores frescas são mais eficazes do que as secas. Tomam-se 3 ou 4 chávenas por dia.

2- Frutos secos: Embora apresentem uma menor concentração de princípios ativos, também são eficazes, e pode tomar-se um punhado deles 3 vezes ao dia.

3- Extrato seco: recomenda-se de 0,5 a 1 g, 3 vezes ao dia.

Fonte: Dr. Jorge D. Pamplona Roger
 
Cedido por José Cariano

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